segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Resenha: Por lugares incríveis


 Título original: All The Bright Places
 Título nacional: Por lugares incríveis
 Autora: Jennifer Niven
 Editora: Seguinte
 Número de páginas: 335

 Sinopse: Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

 Minha opinião: Apesar dessa capa linda que demonstra certa leveza e trás uma paz, o livro não é nada jovial. Niven escreve sobre bullyng, negligência familiar, transtornos mentais, suicídio e muito mais. É uma leitura profunda e densa. Por lugares incríveis possuí uma narração um tanto quanto melancólica, em primeira pessoa, os capítulos se alternam entre a narrativa de Violet e a narrativa de Finch. Mas preciso confessar que por alguns momentos eu só queria pular as páginas de Violet e ir direto ao Finch.
 Mas não entendam errado. Violet tem uma linda e triste história de vida e é uma personagem interessante, mas não é tão diferente das outras protagonistas de livros com a mesma temática.
 Finch por outro lado é único, entre todos os livros que li, nunca senti antes o que senti por esse personagem, meu desejo durante a leitura era entrar pelas páginas do livro e segurar sua mão e dizer que tudo iria ficar bem. Finch sofre bullyng na escola, é conhecido por ser bad boy, mas quando o conhecemos de verdade, vemos que ele somente não é compreendido. Ele estuda muito sobre suicídio, formas, motivos, intensidade da dor e todos os dias se pergunta se aquele dia é um bom dia para morrer. Mas não se deixe enganar, ele é um personagem carismático, espontâneo e tenta viver a vida intensamente. Aquela narração melancólica que falei logo no início, parte de Violet.
 Finch possuí uma doença que não ficou clara no livro, em vários momentos Finch se refere a isso como apagão, como se ele dormisse por dias. E este é mais um motivo para o bullyng, Violet descreve que ele fica dias sem ir a escola e ninguém sabe os reais motivos. Muito do que Finch narra se encaixa em Transtorno de personalidade limítrofe, mas não sabemos se ele possuí crises de dissociação ou alguma doença do sono. Mas uma coisa que fica clara é que ele possuí total entendimento de seu caso porém não possuí alguém confiável para procurar ajuda. Esse é um dos pontos que mais que chocou no livro, a negligência da família de Finch quando está muito claro que o garoto precisa de algum tipo de ajuda. 
 Violet e Finch formam uma dupla e tanto. Ambos se preocupam muito com o outro, ambos estão a sua maneira tentando lidar com a depressão. E sem dúvida esse foi o casal que eu mais torci com todas as minhas forças para que terminassem juntos. 
 Assim como os protagonistas, o final é surpreendente. Sabe aqueles livros que você termina com uma lágrima escorrendo? Pois bem, não foi esse o caso. Eu terminei o livro em meio a lágrimas que me consumiam, chorei soluçando até pegar no sono e acordei no dia seguinte com a sensação que faltava um pedaço meu ali comigo. É o tipo de leitura que você tem vontade de nunca ter lido só para sentir a mesma emoção novamente. O que jamais irá acontecer, jamais irei ler Por lugares incríveis como se fosse a primeira vez novamente pois agora Violet e Finch estão guardadinhos no meu coração, e sei que pensarei muito neles ainda, tanto que li essa história já tem alguns meses mas ainda me recordo de todos os detalhes sem muito esforço.

 Meus quotes preferidos:

 "O que percebo agora é que o que importa não é o que a gente leva, mas o que a gente deixa para trás."

  "Você foi, sob todos os aspectos, tudo o que alguém poderia ser. [...] Se existisse alguém capaz de me salvar, seria você."

  "Conheço a vida bem o suficiente para saber que não podemos acreditar que as coisas vão ser sempre iguais, não importa o quanto a gente queira. Não podemos impedir que as pessoas morram. Não podemos impedi-las de ir embora. Não podemos impedir nos mesmos de ir embora."

  "O que eu sei sobre transtorno bipolar é que é um rótulo. Um rótulo para pessoas loucas. Sei disso porque fiz um semestre de psicologia e vi filmes e convivi com meu pai durante quase dezoito anos, embora ninguém jamais o rotulasse, porque senão ele mataria a pessoa. Rótulos como “bipolar” significam: É por isso que você é assim. Esse é você. Reduzem as pessoas a doenças."

  "Quero me afastar de todos os rótulos. “Tenho TOC”, “Tenho depressão”, “Eu me corto”, eles dizem, como se essas coisas os definissem. Tem um coitado que tem déficit de atenção, é obsessivo-compulsivo, tem transtorno de personalidade limítrofe, é bipolar e, ainda por cima, tem um tipo de transtorno de ansiedade. Eu nem sei o que é transtorno de personalidade limítrofe. Sou o único que é só Theodore Finch."

 "Aprendi que existem coisas boas no mundo se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo."

 "Uma corrente de pensamentos passa pela minha cabeça como uma canção grudenta, de novo e de novo sempre na mesma ordem: Sou defeituoso. Sou uma fraude. Sou impossível de amar."

 "Chorei um pouco, mas na maior parte do tempo estou vazia, como se o que me fizesse sentir e sofrer e rir e amar tivesse sido removido cirurgicamente, me deixando oca como uma concha."

  Estrelas para essa leitura:

domingo, 29 de janeiro de 2017

O retorno de Jerome.

  Todos os fãs de Gotham aguardavam esse momento desde a morte de Jerome na segunda temporada. Em 2016 os produtores foram extremamente vagos quando questionados sobre a morte do possível coringa. Mas as pistas foram surgindo dentro e fora da série. Os produtores começaram a afirmar que ainda veríamos Jerome mais uma vez e Cameron Monaghan, que interpreta o personagem , também deu várias pistas de um possível retorno. Jerome retorna a vida de uma forma inusitada, mas que já foi planejada em alguns episódios anteriores. Após ter tido a pele do rosto roubada, ele a grampeia de volta o que o deixa ainda mais excêntrico.
  E mais do que isso, Jerome volta com tudo em um eletrizante confronto com Bruce (David Mazouz.) 
  Confira abaixo o trailer em HD do episódio 14 da terceira tempoada: The Gentle Art of Making Enemies (A nobre arte de fazer inimigos.)  Que vai ao ar amanhã, 30 de Janeiro, nos Estados Unidos.


sábado, 28 de janeiro de 2017

Resenha - Amy & Matthew


Título original: Say what you will
Título nacional: Amy e Mattew
Autora: Cammie McGovern
Editora:Galera Record
Número de páginas: 336

Sinopse: Amy e Matthew não se conheciam realmente. Não eram amigos. Matthew sabia quem ela era, claro, mas ele também sabia quem eram várias outras pessoas que não eram seus amigos.Amy tinha uma eterna fachada de felicidade estampada em seu rosto, mesmo tendo uma debilitante deficiência que restringe seus movimentos. Matthew nunca planejou contar a Amy o que pensava, mas depois que a diz para enxergar a realidade e parar de se enganar, ela percebe que é exatamente de alguém assim que precisa.À medida que passam mais tempo juntos, Amy descobre que Matthew também tem seus problemas e segredos, e decide tentar ajudá-lo da mesma forma que ele a ajudou.E quando a relação que começou como uma amizade se transforma em outra coisa que nenhum dos dois esperava (ou sabe definir), eles percebem que falam tudo um para o outro... exceto o que mais importa.

Minha opinião: O livro é narrado em terceira pessoa, porém intercalando entre Matthew e Amy, é um dos poucos livros que senti que essa forma de escrita funcionou. Me identifiquei e me apeguei aos dois. Amy nasceu com paralisia cerebral e Matt tem toc. Juntos eles tentam se ajudar apesar de se perderem no caminho muitas vezes.
Os personagens secundários não foram muito aprofundados, nenhum dos dois protagonistas possuem muitos amigos. Porém a mãe de Amy é bem presente em toda a história e isso me irritou um pouco. Ela é super protetora e isso é algo que até conseguimos relevar ao longo da leitura, porém em alguns momentos ela força a barra julgando as outras pessoas (principalmente Matthew) por achar que Amy é superior a todos por causa de sua inteligencia notável.
O final é surprendente mas eu senti que faltou algo a mais. Mas nem por isso o livro se torna ruim.
É um romance cheio de altos e baixos, dramas e realidades que vale a leitura.

Meus quotes preferidos:

 "Ele queria que ela soubesse que ele não estava ali para ser legal ou porque sentia muito. Queria que ela soubesse que era muito mais do que isso.  Não havia palavras de fato, capazes de explicar."

"Era por isso que ele amava Amy, se é que a palavra amor podia ser aplicada a alguém que ele temia tocar."

"Talvez não tenha essa noção, mas, quando se tem uma deficiência, quase ninguém fala a verdade para você. As pessoas ficam constrangidas porque a verdade parece triste demais, eu acho. Você foi muito corajoso em ir até a garota aleijada e dizer basicamente: apague esta expressão feliz do rosto e enxergue a realidade."

"Concluí que é possível amar alguém por razões inteiramente altruístas, por todas as suas falhas e fraquezas, e ainda assim não ter esse amor correspondido."

  Estrelas para essa leitura:


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Os filmes mais esperados de 2017


  O cinema em 2017 está cheio de novidades esperadas pelo público. Reuni as melhores apostas do ano que ainda estão para estrear e trouxe para vocês os meus queridinhos, vamos torcer para que todos sejam tão bons quanto nossas expectativas.

  • 02/03 : Logan
  • 23/03: Power Rangers   

  • 30/03: A Bela e a Fera
  • 13/04: Velozes e Furiosos 08

  • 27/04: Guardiões  da Galáxia vol. 2
  • 11/05: Extraordinário
  • 25/05: Piratas do Caribe 5
  • 01/06: Mulher Maravilha
  • 22/06: Transformers: O último cavaleiro
  • 06/07: Homem aranha: De volta ao lar
  • 03/11: Thor: Ragnarok
  • 16/11: Liga da Justiça
  • 14/12: Star Wars  Episódio VIII: O último Jedi
  O ano vai fechar com chave de ouro e eu simplesmente não vejo a hora de ver essas grandes estreias, sem dúvida são os filmes que mais aguardo assistir. E vocês?

domingo, 22 de janeiro de 2017

Wishlist: Decoração do quarto novo.


  Esse ano será um ano cheio de novidades e mudanças na minha vida, a começar pelo meu novo quarto.
  Estarei em breve me mudando para um quarto definitivamente maior e quero deixar ele com a minha cara. Meu quarto atual é cheio de fotos, ursinhos de pelúcia e o que sem dúvida mais me irrita: As paredes são laranja gritante. No meu novo quarto quero o oposto disso.
  Por isso criei uma lista de desejos que espero muito cumprir:
  1. Almofadas diferenciadas: Quero almofadas dos meus temas preferidos, heróis, séries, filmes e tudo que tiver direito.
  2. Pôsteres de One Tree Hill: Quem conhece a série vai lembrar dos famosos desenhos da Peyton, eu já imprimi eles e vou colocar na minha porta.
  3. Miniatura da Tardis: Eu não me sentirei fã o suficiente de Doctor Who enquanto não tiver uma Tardis no meu quarto.
  4.  Funko Pop: Meu sonho de consumo e eu não possuo nenhum, provavelmente será o tipo de coisa que só comprarei no intercâmbio por serem mais baratos por lá, mas é algo que queria muito colecionar se não fossem tão caros.
  5. Miniaturas do Naruto: É  única coleção de bonecos que eu desejo começar por hora.
  6. Colegge Flags: Sou apaixonada por quartos americanos que possuem essas bandeirinhas, acho muito legal, comprei algumas pela internet mas sem data para entrega, provavelmente será outra coisa que só irei comprar no intercâmbio.
  7. Estante: Ultimamente só tenho 4 prateleiras no meu quarto onde meus livros, canecas e objetos de decoração disputam um espaço. Quero uma estante para manter tudo organizadinho.
  8. Parede cinza: Decidi a nova cor do meu quarto, cinza! Bem diferente de laranja né? Pois é, estou numa fase de totais mudanças.
  9. Canecas: Percebi que amo canecas e amo usar como decoração, possuo algumas já e só quero aumentar essa coleção, aliás, futuramente farei um post sobre isso
  Gostaram de alguma coisa? Me contem, como é a decoração do cantinho de vocês?

  

sábado, 21 de janeiro de 2017

Saga de Au Pair: Conhecendo o programa.

 
  É com muito prazer que dou início a uma nova categoria aqui no blog, o Saga de au pair. 
  Eu escolhi o intercâmbio de Au pair e vou relatar cada passo aqui, desde a escolha da agência, os gastos, até mesmo depois de já ter embarcado.
  Mas você sabe o que é ser uma Au pair? É um intercâmbio cultural, onde você tem a chande de morar, trabalhar e estudar nos Estados Unidos por 1 ano ou mais. Alguns outros países também oferecem essa oportunidade porém somente os Estados Unidos é devidamente regulamentado. Para fazer este programa é necessário tirar o visto J-1.
  A Au pair é responsável pelas crianças da família onde vai morar, trabalhando até 45 horas semanais, realizando tarefas que serão decididas pela família como: Levar e buscar as crianças nas atividades e escola, cuidar e arrumar o quarto da criança, assim como fazer seu lanche e brincar com a criança. E para isso a Au pair recebe USD 195,75 por semana e uma bolsa de estudos de USD 500,00 anual para realizar um curso em uma universidade americana de sua preferência.

Requisitos básicos do programa:

  • Ter entre 18 e 26 anos de idade.
  • Ser solteira e não possuir filhos.
  • Gostar de crianças e possuir experiência comprovada em cuidado com elas.
  • Possuir carteira de motorista e saber dirigir.
  • Possuir inglês intermediário.

A escolha da agência:

   Existem várias agências que realizam o programa, alguma delas são:
  • APIA - Representada no Brasil pela agência Experimento.
  • CULTURAL CARE - O diferêncial da Cultural Care é que ela não trabalha com intermediadores, o contato com a agência nos Estados Unidos é feito através da agência no Brasil.
  • AU PAIR CARE - Representada no Brasil pelas agências de viagem CI e STB.
  • EURAPAIR - Também representada pela CI.
  • EXPERT AU PAIR - Não possui representantes no Brasil, todo contato é feito diretamente com a agência nos Estados Unidos por e-mail.
  Vale lembrar que cada agência possui seus prós e contras, o valor total do programa varia de agência para agência mas todas possuem os mesmos benefícios: Um quarto privado na casa da família, salário semanal, bolsa de estudos, alimentação, seguro saúde, vôos de ida e volta pagos pela família e uma agente responsável pelo seu bem estar próximo a área onde você irá morar.

  Nos próximos post's falarei como anda meu processo, os gastos totais que terei com o programa, qual agência eu escolhi para realizar meu embarque, como estou aprimorando meu inglês e muito mais! 
  E você, já tinha ouvido falar desse intercâmbio? Também possui o sonho de morar fora do país?   Deixe aqui nos comentários.
  Beijos!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Recomeço.

 
  A primeira vez que eu escrevi em um blog eu tinha apenas 13 anos, muita coisa mudou de 2009 para cá. Mas desde então, por mais que eu me afaste, o universo dos blogs faz parte de mim, faz parte da minha alma, da minha história. E eu sempre volto. Colocar meus sentimentos para fora é minha forma de me entender, de entender o mundo, é como abrir um pouquinho do meu coração.
  Esse blog foi criado em 2012, na época eu jurei que jamais deixaria ele desatualizar, mas eis que aqui estou eu, mais de um ano depois da última postagem. Quando a gente é criança não enxergamos os problemas das formas que eles realmente são, para a Tatiana de 2012 meus únicos problemas era ter um namorado que eu jurava amar na escola, mas que minha mãe não aceitava de jeito nenhum e uma nota baixa em química. Eu já tinha 16 anos, já tinha um trabalho e achava que através dele conquistaria o mundo. Minha perspectiva era outra. Eu não enxergava os problemas do mundo, como ele é amplo e cheio de dificuldades. E se enxergava eu provavelmente fingia que não.
  E por qual motivo eu estou escrevendo tudo isso? Para talvez, tentar concertar as coisas, perdi leitoras e amigas neste tempo longe, eu só queria deixar bem claro que as vezes, as coisas só fogem do nosso alcance.
  Eu não reconheço a Tatiana dos posts de 2015, aquela Tatiana precisou de um ano inteiro para se redescobrir. Sai de um relacionamento abusivo, estava vivendo os sonhos de outra pessoa, não os meus. Se você acompanhava o blog por conta dos posts de casamento eu sinto muito desapontar, aquela não era eu, não era o que eu almejava para minha vida.
  O blog vai passar por mudanças, boas mudanças, eu prometo.
  Quero abrir o meu mundo para vocês, desta vez o meu mundo de verdade.
  Posts como esse continuarão existindo e muitas coisas boas estão para vir, séries, filmes, fotografia, viagens, estudos. Tudo com muito carinho.
  Até a próxima.
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